“A matéria-prima do sangue entra pela boca: a comida”, disse, ao longo de seus 90 anos, Tomio Kikushi, escritor e dono de um famoso restaurante no bairro da Liberdade, em SP. Tal como o japonês, é cada vez maior o número de pessoas preocupadas com a qualidade do que ingerem, já que a longevidade tem estreita ligação com uma alimentação saudável. Nesse contexto surgiram os adeptos da revolução alimentar, pessoas que defendem uma mudança no padrão alimentar da população, privilegiando pratos mais saudáveis em detrimento do uso de alimentos processados e industrializados. Terceira idade e revolução alimentar, portanto, é um assunto que muito nos interessa, já que mudar hábitos é o primeiro passo para que os idosos tenham maior qualidade de vida.

Nos últimos anos, chefs e pessoas comuns compartilham conhecimento e influenciam as pessoas a retomar uma das atividades mais antigas da nossa história: cozinhar. Mostram que, ao contrário do que fomos levados a crer, comer bem não necessariamente custa caro ou dá trabalho. Nas redes sociais já é possível verificar o impacto dos diversos programas de culinária ao ver postagens orgulhosas, com fotos de belos pratos e que agora não vêm mais por delivery, mas são feitos pelos próprios internautas, em casa, com ingredientes mais naturais – e consequentemente mais saudáveis.

O chef britânico Jamie Oliver é um dos nomes mais fortes na defesa da revolução alimentar. Há anos ele fala da questão em seus programas de TV, palestras e livros e nos últimos anos decidiu lutar contra os altos índices de obesidade de seu país ao travar uma batalha impensável até algum tempo atrás: iniciou uma campanha no Reino Unido para taxar bebidas com adição de açúcar, o que atingiu diretamente os produtores de refrigerante. Quanto mais açúcar, mais imposto paga o fabricante. Com iniciativas como essa, os defensores da revolução alimentar buscam incentivar a chegada de produtos menos prejudiciais às prateleiras dos supermercados.

Terceira idade pode afastar riscos de doenças associadas à má alimentação

Os produtos processados e industrializados são cheios de substâncias químicas (algumas cancerígenas), que prejudicam o organismo. Além disso, são pobres em nutrientes e ricos em gorduras, sal e açúcar. A má alimentação pode causar diversas doenças, entre as quais obesidade, gastrite, colesterol elevado, hipertensão arterial, entre outras.

Frutas, legumes e alimentos integrais, por sua vez, possuem fibras, vitaminas e minerais variados, essenciais à saúde do corpo e da mente. Uma refeição equilibrada deve conter porções adequadas de cada grupo alimentar, o que vai fazer com que o idoso absorva tudo o que é importante para a sua saúde.

Consulte sempre uma nutricionista e até o próximo post!