Já parou para pensar quantas vezes você comeu por impulso? Nem sempre que você ingere algum alimento é porque seu corpo está buscando adquirir energia. Existem quatro tipos de fome e é sobre isso que falaremos hoje.

Fome Física

Também conhecida como fome fisiológica, orgânica ou nutricional, é a fome “real”. Aquela em que o estômago ronca – sinal que o organismo está precisando de nutrientes. É importante saciar esse tipo de fome para evitar tonturas, dor de cabeça e sensação de fraqueza, por exemplo.

Fome Emocional

Esse tipo de fome está relacionado a uma situação emocional específica, como culpa, tristeza, depressão, ansiedade, stress. É uma vontade quase inconsciente de comer na tentativa de buscar algum conforto para sentimentos com os quais a pessoa não está conseguindo lidar.

Fome Social

Você nem está com fome, mas vê uma foto na revista ou passa em frente a uma vitrine cheia de belos doces… não consegue resistir e age por impulso. A fome social surge quando vemos, sentimos o cheiro ou ouvimos falar do alimento. O importante é não permitir que isso ocorra rotineiramente.

Fome específica

Essa é aquela vontade de comer algo específico em busca do prazer provocado pelo gosto de determinado alimento. Não é uma fome urgente, como a fome física, e pode surgir disparada por lembranças prazerosas relacionadas a algum alimento.

No livro Nutrição Comportamental as autoras Marle Alvarenga, Manoela Figueiredo, Fernanda Timerman e Cynthia Antonaccio afirmam que hoje há um jeito de doutrinar a alimentação com foco nos nutrientes de forma isolada, sem dar importância ao alimento como um todo. Elas acreditam que é necessária uma mudança de comportamento, motivo pelo qual idealizaram a nutrição comportamental, uma abordagem científica e inovadora da nutrição, que inclui os aspectos fisiológicos, sociais e emocionais da alimentação, promovendo mudanças no relacionamento do nutricionista com seu paciente. “Dentro dos significados de comida estão cultura, religião, política, status, memórias afetivas, questões de gênero e relacionamentos”, diz a apresentação da obra.

A nutrição comportamental, portanto, promove bem-estar, qualidade de vida e saúde ao levar em conta não apenas uma abordagem biológica da alimentação, mas sim os aspectos emocionais, culturais e sociais atrelados à alimentação de cada pessoa. Procure o seu nutricionista e saiba mais!

Até o próximo post!