O conjunto de micro-organismos que vivem em nosso corpo é o que se chama de microbiota. Ao que tudo indica, ela tem um papel bastante importante em nossa saúde, motivo pelo qual tem sido tema de diversos estudos na última década. Até o excesso de peso pode estar relacionado à microbiota de cada pessoa, por isso no post de hoje você vai saber um pouco sobre a relação entre obesidade e microbiota na terceira idade.

A microbiota está presente no estômago, no intestino, na boca, na pele etc. Embora ela se distribua por todas as áreas de contato com o exterior, a maior parte da colonização (cerca de 70%) ocorre no trato gastrointestinal. Todas essas bactérias atuam em equilíbrio e exercem funções importantes: ajudam no metabolismo da digestão e absorção de vitaminas e ainda fortalecem o sistema imunológico.

Você pode se perguntar o que isso tem a ver com excesso de peso. O fato é que os pesquisadores já encontraram diferenças na microbiota do intestino de adultos magros e obesos. Cada pessoa possui uma microbiota diferente, mas já se sabe que ela sofre influência do nosso estilo de vida e que os alimentos naturais são aliados das bactérias saudáveis – ao contrário dos alimentos industrializados. De acordo com as evidências, dietas calóricas, ricas em gordura e açúcar, provocam um desequilíbrio da microbiota, o que poderia contribuir para a obesidade – já que a microbiota tem impacto sobre a forma como as calorias são absorvidas, e como as células de gordura se desenvolvem. Esse desequilíbrio na relação entre os micro-organismos benéficos e patogênicos é chamado de disbiose, que pode ser causada não apenas por uma dieta desequilibrada, como por fatores como o estresse e o uso abusivo de antibióticos.

Como os prebióticos e probióticos podem ajudar

O uso de prebióticos e probióticos tem sido apontado como uma forma de contornar a disbiose. As fibras presentes nos prebióticos possuem a capacidade de reequilibrar a flora microbiana do intestino. Cebola, alho, alho-poró, chicória, banana, cevada, aveia e aspargos, além de talos, raízes, folhas e sementes de diversos vegetais, são alimentos prebióticos.

Já os alimentos probióticos proporcionam a recolonização intestinal com micro-organismos benéficos, restabelecendo o equilíbrio intestinal, a integridade da mucosa e, conseqüentemente, o equilíbrio funcional do organismo. Iogurte, kefir e leite fermentado são alguns exemplos desses alimentos.

Para saber como manter uma alimentação equilibrada, procure um nutricionista. Até o próximo post!