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Light versus diet: o que é melhor para a saúde na Terceira Idade?

By agosto 28, 2017 No Comments

Informação neste mundo moderno se não é tudo, é quase tudo. E quando o assunto é a alimentação e a busca pela saúde é fundamental ter ciência do que se come. É neste contexto que entra uma dúvida relativamente comum e que tem como base fundamental o desconhecimento: light versus diet. Qual a definição de cada um? Quem pode ou não ingeri-los? O que é melhor para a saúde? Estas questões são ainda mais importantes na terceira idade, época em que os cuidados com a alimentação devem ser redobrados em face das doenças crônicas comuns a esta fase da vida.

Em geral, tais alimentos são mais recomendados a pacientes diabéticos, pré-diabéticos, com restrições alimentares ou que estejam em dietas de redução de peso. No entanto, fazer do consumo destes alimentos uma constante requer atenção e, sobretudo, deve ser feito com recomendação de um nutricionista.

Diet: muitas vezes, um vilão disfarçado de mocinho – Alimentos diet são aqueles em que um ou mais componentes de sua composição são substituídos. Talvez, um dos casos mais conhecidos seja aquele em que há uma troca do açúcar comum por um adoçante. No entanto, é preciso especial atenção, já que esta troca não significa, necessariamente, uma diminuição no total de calorias. Ao contrário, podem até haver acréscimo de uma substância para promover uma compensação, como o acréscimo de amido para melhorar a consistência de um alimento do qual foi retirada a gordura. E isto, muitas vezes, acaba não sendo recomendado aos pacientes da terceira idade.

Um exemplo são os chocolates diet. A fim de manter a mesma consistência e até o sabor do produto não dietético, é acrescentado mais gordura à composição, o que pode ser prejudicial, especialmente, àqueles que sofrem com dislipidemias. Geleias em que o açúcar comum é trocado pela frutose também conservam o teor de calorias e podem aumentar a glicemia da mesma forma. Outro perigo escondido nos alimentos diet reside nos adoçantes. Um dos mais comuns, a sacarina, possui sódio em sua composição, o que é um verdadeiro veneno para pacientes hipertensos. Já os que sofrem de fenilcetonúria devem evitar totalmente alimentos que contenham o adoçante aspartame, muito comum em refrigerantes, e que contém o aminoácido fenilalanina.

Light também merece atenção

Os alimentos light apresentam uma redução mínima de 25% na quantidade de um ou mais ingredientes da composição, que podem ser gordura saturada, açúcar ou sódio. No entanto, é importante que fique claro que um alimento light nem sempre tem redução de calorias. Tudo vai depender de qual componente foi reduzido. Biscoitos com menos sódio, por exemplo, são tão calóricos quanto os normais.

Falando em sódio, este é um elemento fundamental para o funcionamento do organismo, mas que em excesso pode prejudicar a saúde. No supermercado há uma infinidade de marcas que oferecem a versão do sal de cozinha – principal fonte do sódio – na versão light, que contém potássio. Mas, em alguns casos, este sal pode ser tão ou mais prejudicial para a saúde quanto o original. Isto porque, há pacientes portadores de hipertensão arterial que fazem uso de medicamentos poupadores de potássio e a ingestão desse produto pode levar a um aumento deste elemento no organismo causando arritmias cardíacas e até a morte.

Ler os rótulos dos alimentos é sempre importante para saber se a composição é adequada às condições de saúde de quem vai consumi-los. Leia mais: Ler rótulos é fundamental para a manutenção da saúde sobretudo na Terceira Idade. Mas, quando as palavras diet e light aparecem na embalagem, a atenção deve ser redobrada, mesmo porque o preço costuma ser mais alto que os alimentos ditos “normais”. Além disso, muitos consumidores, sobretudo os idosos, têm a falsa sensação de que o diet ou light é mais saudável que o normal. Lembre-se de que a chave da saúde e da boa alimentação, em qualquer idade, é o equilíbrio e não se esqueça de consultar um nutricionista se desejar ou necessitar usar alguns destes alimentos.