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Ler rótulos é fundamental para a manutenção da saúde sobretudo na terceira idade

By agosto 21, 2017 No Comments

Um famoso, antigo e verdadeiro ditado afirma que “somos o que comemos”. As modernas técnicas da indústria alimentícia com seus sabores quase irresistíveis e a comodidade dos alimentos processados tem feito com que, cada vez mais, a alimentação natural seja deixada de lado. É tanta cor, tantos aromas agradáveis e diferentes, sem falar na consistência… Tudo isso vem em embalagens recheadas de componentes químicos dos quais a maioria absoluta do público nunca ouviu falar e que podem esconder verdadeiras armadilhas. Ou seja: além de observar a validade, ler os rótulos é fundamental para a manutenção da saúde. E isto deve se tornar um hábito, sobretudo na terceira idade, época em que há uma maior prevalência de doenças crônicas que podem se agravar com a alimentação inadequada. É bem certo que não se pode demonizar tudo, mas a chave de uma vida saudável está no equilíbrio. Leia mais em ­Terceira idade e alimentação saudável: conheça as diferenças entre alimentos in natura, processados e ultraprocessados.

Todos os componentes dos alimentos processados têm funções específicas, mas o consumo excessivo de um ou outro ou a combinação de vários podem ser verdadeiros inimigos da saúde. E, para tirar o melhor proveito do que se come é fundamental saber – e entender – a composição e a função de cada ingrediente ali apresentado. Para isto, deve-se contar com um profissional da nutrição que irá ensinar pacientes – e, no caso da Terceira Idade, cuidadores e familiares – a ler os rótulos e a fazer as escolhas mais adequadas a cada caso.

Ler rótulos evita armadilhas: nem tudo é o que parece – A mídia, em geral, inunda o cidadão comum com propagandas de promessas de milagres. São biscoitos e cereais matinais que prometem oferecer a quantidade diária necessária de fibras, bebidas que regulam a flora intestinal, pós saborizados que, misturados ao leite, prometem fornecer a taxa de vitaminas e sais minerais. No entanto, nem tudo o que reluz é ouro e requer uma boa dose de desconfiança, sobretudo de pacientes idosos. Isto porque, os organismos são diferentes e apenas um profissional da nutrição é capaz de avaliar as reais necessidades nutricionais de cada um.

Mas, a indústria alimentícia e a mídia tentam fazer de tudo um padrão e é aí que se escondem as armadilhas. Biscoitos ditos integrais, por exemplo, possuem um teor maior de gordura que os não integrais, o que é muito prejudicial para pessoas com dislipidemias. Seguindo esta linha, os iogurtes “reguladores” trazem em sua composição creme de leite, rico em gorduras e que também pode agravar os mesmo problemas. Além disso, há também uma importante questão envolvendo diet e light que geram uma falsa sensação de que aquele alimento é saudável por não conter ou conter menos sal, menos gordura ou menos açúcar. Falando em sabor doce, entre os adoçantes mais comuns usados na indústria está a sacarina, que contém sódio em sua fórmula e pode levar ao aumento da pressão arterial.

Terceira idade: atenção aos rótulos está diretamente ligada à manutenção da saúde

Conheça alguns dos componentes apresentados nas embalagens e entenda porque devem ser consumidos com moderação.

  • Gorduras Saturadas: encontradas basicamente em alimentos de origem animal, devem ser consumidas de forma limitada, pois podem causar riscos cardíacos.

  • Gorduras Trans ou Ácidos Graxos Trans: encontradas em alimentos industrializados como sorvetes, margarinas e biscoitos e também deve ser consumida de forma moderada.

  • Aromatizantes e flavorizantes: usados para dar cheiro e sabor, respectivamente, garantindo a sensação de “comida feita na hora”. Entre os princpais flavorizantes estão o glutamato monossódico, que pode elevar a pressão arterial por conta do sódio presente na fórmula. Pesquisas indicam que este componente está associado ao mal de Alzheimer, doença de Parkinson e a alguns tipos de câncer.

  • Corantes: usados para dar cor ou realçar a cor natural dos alimentos. Naturais ou sintéticos, podem causar alergia.

  • Conservantes: além do sal de cozinha, componentes como nitritos, nitratos, dióxido de enxofre e ácido benzóico também são adicionados aos alimentos para dar durabilidade e também podem causar alergias e urticárias.

  • Estabilizantes: são usados para manter a aparência original de massas, sorvetes, pães, conservas, entre outros alimentos. Os mais comuns são as gomas xantana, gomar guar, carboximetil celulose sódica – olha o sódio presente aí mais uma vez.

No quesito alimentação, é sempre possível fazer escolhas melhores. Lembre-se sempre que a chave para uma vida mais saudável é o equilíbrio e o bom senso. E para alcançá-los mais facilmente, consulte um profissional da nutrição.