Algumas décadas atrás era quase impensável um idoso decidir colocar uma mochila nas costas e cair no mundo. Aliás, essa é uma das poucas restrições citadas por eles: a maioria prefere as malas de rodinhas, já que as enormes mochilas características desse tipo de viajante acabam sendo muito pesadas para alguém acima dos 60 anos. Fora isso, pouca coisa muda, porque o que define um viajante não é a idade, mas sim o desejo de conhecer novos lugares. É isso o que a terceira idade vem descobrindo – e o número de idosos mochileiros só cresce.

A internet está cheia de relatos de pessoas que encararam o desafio, sozinhas ou acompanhadas. Para a maioria, viajar foi um sonho adiado, geralmente pelo compromisso com o trabalho e a família. A aposentadoria, aliada ao aumento da expectativa de vida, portanto, chega como um sopro de liberdade, quando não há mais obrigações que impedem a busca de novos horizontes.

Sabemos que viajar não é barato, por isso mochilar, antes uma opção associada aos jovens e à sua disposição aventureira, passou a atrair também a terceira idade. Afinal, os mochileiros se caracterizam por realizarem viagens de baixo custo e, consequentemente, sem luxo. A contrapartida é a chance de conhecer mais locais e se relacionar com pessoas de lugares que talvez você jamais imaginaria. Se você tem esse espírito, talvez seja a hora de explorar outros “mundos”, que tal? Quem passou pela experiência jura que ela é viciante e faz muito bem à saúde física e mental.

Dicas importantes para idosos mochileiros

Faça um seguro saúde – Se a viagem é internacional, é imprescindível que você faça um seguro saúde. Ainda existem pessoas que abrem mão do seguro por pensar que não vão precisar, ou porque a viagem é curta. No entanto, esse é o tipo de economia que não vale a pena. Imagine-se em outro país com um problema de saúde sem ter condições de receber atendimento médico; ou ainda, ter de pagar pelo serviço, que no exterior pode chegar a valores gigantescos. Melhor não correr o risco de ter uma dor de cabeça dessa.

Respeite o seu ritmo – Esteja atento aos limites do seu corpo. Nem sempre você vai conseguir ver tudo o que gostaria em apenas uma viagem. Planeje o que é mais importante para você e, se não for possível seguir à risca o roteiro, lembre-se que a sua saúde vem em primeiro lugar. Além disso, procure dormir e se alimentar bem.

Outra dica: se você não tem o hábito de praticar exercícios, comece o quanto antes. Preparo físico é essencial para as andanças que uma viagem dessas exige.

Leve seus remédios – Não esqueça de levar os remédios que você usa diariamente e evite a dor de cabeça de ter de marcar uma consulta lá fora para pegar outra receita e assim comprar o que precisa. Por precaução, leve alguns de reserva, pois não é incomum que voos internacionais sejam remarcados. Aí se você não tiver medicamento de reserva, isso pode ser um problema. Antes de cair na estrada faça um check-up geral. Também consulte o seu médico sobre uma lista com medicamentos básicos para diarreia, dor de cabeça, enjoo etc para levar na viagem (preferencialmente na bagagem de mão).

Não esqueça de consultar também a sua nutricionista sobre um cardápio adequado para situações como essa. Até o próximo post!