A obesidade, doença crônica que segundo o Hospital Albert Einstein atinge mais de 20 milhões de indivíduos no Brasil, é um dos principais riscos à saúde de pessoas no mundo inteiro. O excesso de peso está relacionado a várias outras doenças, motivo pelo qual o tema é recorrente aqui no Blog. Hoje você vai saber por que a esteatose hepática é risco para idosos com excesso de peso (assim como para pessoas em qualquer fase da vida).

A esteatose hepática é o acúmulo de gordura no fígado (por isso também é conhecida como infiltração gordurosa do fígado ou doença gordurosa do fígado). Ela pode ser classificada em alcoólica (provocada pelo consumo excessivo de álcool) e não alcoólica.

No artigo Esteatose Hepática e Estilo de Vida Ativo: Revisão de Literatura, encontramos: “O estilo de vida é fator significativo no desenvolvimento de EH, uma vez que pode favorecer o aumento de peso, e como consequência a obesidade. A obesidade gera um aumento de citocinas inflamatórias e resistência à insulina, o que pode levar a uma inflamação da gordura visceral, aumentando então o acúmulo de gordura no fígado.”

A esteatose hepática não costuma apresentar sintomas em quadros leves da doença e geralmente é descoberta apenas quando o paciente está fazendo exames por outro motivo. De todo modo, o hospital Sírio-libanês destaca que o aumento do fígado pode ser detectado no exame físico realizado pelo médico, ou ainda por métodos de imagem, como a ultrassonografia de abdômen, tomografia ou ressonância magnética. Um paciente que apresenta obesidade central (aumento do diâmetro da cintura em relação ao quadril) também levanta suspeita sobre a doença.

Como não há um tratamento específico para a esteatose hepática, é importante manter um estilo de vida saudável para evitar seu aparecimento. Para quem já possui a doença, mudanças no estilo de vida podem reverter o quadro, caso ele não esteja em estágio avançado. Isso significa manter uma alimentação equilibrada, com o aumento da ingestão de verduras, frutas e legumes (se possível orgânicos), e praticar regularmente exercícios físicos. O tratamento pode incluir também a redução de vícios como o cigarro e o álcool. É importante ainda controlar os níveis de glicemia e de colesterol no organismo.

Não esqueça que é sempre importante ter o acompanhamento de uma nutricionista. Até o próximo post!