Nos últimos anos as pesquisas apontam que a tendência de envelhecimento da população brasileira se mantém, resultado do aumento da expectativa de vida (que no caso do Brasil é de mais de 75 anos) e diminuição da taxa de natalidade, tal como ocorre em outros lugares do mundo. De acordo com dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), o País ganhou 4,8 milhões de idosos desde 2012 e superou a marca dos 30,2 milhões em 2017. Isso significa que em duas décadas o número de idosos deve superar o de crianças e adolescentes de até 15 anos.

Analisando os números, os pesquisadores são unânimes ao falar da urgência de políticas públicas voltadas a essa parcela da sociedade – infelizmente uma realidade ainda muito distante no Brasil. Esse contexto deve privilegiar, entre outros, políticas de acolhimento, que evitam que os idosos percam o convívio social e com isso deixem de praticar atividades, enfrentem a solidão e, consequentemente, a depressão.

Na hora de garantir a qualidade de vida dos idosos, especialistas também apontam a relevância da qualificação profissional de quem trabalha com a terceira idade. Em uma fase da vida em que naturalmente as pessoas se tornam mais dependentes e frágeis, e que aumentam os cuidados com a saúde e a locomoção, por exemplo, as oportunidades de trabalho para aqueles que cuidam de idosos vão aumentar.

Qualidade de vida na terceira idade

Ainda que políticas públicas que promovam a valorização do idoso e lhe garantam qualidade de vida e dignidade sejam fundamentais, cada pessoa pode fazer a sua parte para usufruir da terceira idade com bem-estar. Em 2015, o site GauchaZH publicou a seguinte matéria: Qualidade de vida dos idosos depende da própria autoavaliação. Na ocasião, a professora de psicologia Michele Scheffel Schneider afirmou: “Qualidade de vida na terceira idade significa se dar conta de suas dificuldades e das perdas que podem ocorrer, mas, ao mesmo tempo, buscar alternativas para equilibrar a saúde física e mental com atividade física, boa alimentação e convívio social”, disse. “Significa buscar novos papéis e atividades dentro de uma rede de apoio, que pode vir de amigos e da família. Quanto maior a rede de apoio, menor o índice de desenvolvimento de doenças.”

Já matéria recentemente veiculada na TV Record mostra que associar doença, cansaço e solidão à terceira idade não faz mais sentido. Isso porque atualmente muitos idosos dançam, se exercitam, fazem faculdade… Um dos segredos para tanta disposição quem conta é o cantor Claudio Fontana: com a idade, passou a preocupar-se mais com a alimentação – reduzindo, por exemplo, sal e açúcar –, além de incluir a prática de exercícios na rotina.

Histórias como a de Claudio Fontana mostram que mudanças de estilo de vida são possíveis e muito bem-vindas. Tanto, que o geriatra Paulo Camiz destaca os 5 pilares do envelhecimento saudável: alimentação saudável, atividade física regular, inserção social, saúde emocional e cuidado com as doenças.

Se você ainda não está levando tudo isso a sério, hoje é um bom dia para começar. Que tal dar um pontapé optando por pratos mais equilibrados? Só não esqueça de procurar uma nutricionista de confiança.

Até o próximo post!