InformaçãoNutriçãoSaúde

Sal: muitos tipos, muito cuidado com eles

By setembro 4, 2017 No Comments

Rosa do Himalaia, do Havaí, Marinho, Refinado, Light… Todos sais com origens diferentes, processamentos e uma vasta propaganda sobre os benefícios de cada um a saúde. Apesar disso, a verdade é uma só: independentemente do tipo, têm a mesma função: realçar o sabor dos alimentos. Mas, atenção: o tão temido sódio está presente em todos os tipos e, quando usado em excesso, pode agravar problemas de saúde muito sérios como a hipertensão arterial. Por isso, é importante não se deixar levar por modismos e pelos muitos tipos de sal existentes. Ao contrário: é preciso ter muito cuidado com eles.

É bem certo que, na maioria absoluta dos casos, o sal é tido como um vilão. No entanto, esta substância é vital para a saúde. Sem sal – mais precisamente, sem o sódio – não haveria o transporte de nutrientes importantes, transmissão de impulsos nervosos, não seria possível mover os músculos e, com isso, até o coração pararia. No entanto, o que se percebe é que tem havido um abuso no uso desta substância, principalmente, por parte dos brasileiros. Organismos internacionais preconizam que o consumo de sal por um adulto deva ser de no máximo 3 gramas diárias, o que equivale a menos de uma colher de chá rasa de sal. Mas, no Brasil, a média de consumo é quatro vezes mais.

Conheça alguns tipos de sal existentes no mercado e suas características

  • Sal refinado: é aquele mais comum e o mais utilizado pela população. Desde 1920 recebe uma adição de iodo no Brasil, a fim de conter a disseminação do hipertireoidismo e do bócio.
  •  Sal grosso: é livre de impurezas e tem a mesma composição que o sal comum, no entanto, não passa pelo processo de moagem para ficar com a textura fina.
  • Sal marinho: é obtido por meio da raspagem de superfícies em que houve a evaporação da água salobra. Não passa por muitos processamentos, o que ajuda a conservar seus minerais, mas é mais caro que o sal comum.
  • Sal light: possui teor reduzido de sódio já que sua composição é 50% de cloreto de sódio e 50% de cloreto de potássio. Seu uso é indicado para pessoas que têm restrição ao consumo de sódio, como as que sofrem com hipertensão arterial. No entanto, não deve ser consumido por pessoas com doenças renais, pois dificuldades no funcionamento destes órgãos podem levar a um aumento da concentração de potássio no organismo, o que pode desencadear problemas musculares e até cardíacos, já que o potássio está diretamente ligado às contrações dos músculos.
  • Sal Rosa do Himalaia: extraído da cordilheira do Himalaia, a maior cadeia de montanhas do mundo, localizada na Ásia. Possui mais de 80 minerais sendo os principais: cálcio, magnésio, potássio, cobre e ferro que conferem a cor rosada característica.
  • Sal do Havaí: possui em sua composição uma argila havaiana rica em dióxido de ferro. Por isso, a cor avermelhada.
  • Sal negro: oriundo da Índia, não passa por refinamento e, devido aos compostos de enxofre, apresenta um sabor sulfuroso.  Por ter origem vulcânica, possui uma coloração cinza rosada e, além do cloreto de sódio, tem em sua composição o cloreto de sódio, cloreto de potássio e ferro. Mais um alerta para pacientes renais e cardíacos.
  • Flor de sal: é o sal retirado da camada superficial das salinas. Possui cerca de 10% mais sódio que o sal refinado, daí seu sabor intenso. É usado quando o prato já está pronto.

Sal que deu origem as palavras

O sal faz parte da alimentação de todas as populações do mundo e, por conta de suas propriedades conservantes, passou a ter valor de moeda. Inclusive, os romanos pagavam seus salários com sal. Foi daí que surgiram as palavras salário, soldo e soldado.  Outra palavra originária de sal é salada.

Em excesso é capaz de prejudicar a saúde e sua falta também pode causar problemas. Talvez, não exista substância tão controversa quanto essa. Assim como em tudo na vida, a chave é o equilíbrio e uma boa dica é evitar colocar um saleiro na mesa durante as refeições. Outra boa sugestão é utilizar ervas secas e frescas que conferem um sabor agradável aos pratos, não necessitando que estes sejam fortemente temperados.

Falando em ervas, em um próximo post você aprenderá como fazer uma horta em casa e, assim, ter temperos, vegetais e hortaliças sempre frescos e, o que é melhor, ao alcance das mãos.

Leave a Reply