Pesquisa divulgada em julho pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que 1 em cada 4 brasileiros terá mais de 65 anos em 2060. A nova realidade tem feito com que cada vez mais pessoas pensem em como querem viver a terceira idade – reflexão que incentivou, na Dinamarca, a criação das primeiras comunidades de idosos, algumas décadas atrás. O grande diferencial desses locais é o fato de incentivar a socialização, o compartilhamento e o apoio mútuo.

Conhecida como cohousing (ou co-lares, em português), as comunidades de idosos oferecem residências individuais – onde os moradores mantêm sua privacidade –, mas incentiva atividades coletivas, como aulas de dança, cuidados com a horta, refeições em conjunto etc. Tudo isso não apenas afasta a solidão, muito comum entre as pessoas da terceira idade, mas faz também com que os idosos mantenham sua autonomia.

A ideia é que uma cohousing seja criada a partir de um grupo que tenha afinidades, o que favorece as relações entre os moradores. Texto divulgado no site do jornal O Estado de S. Paulo (‘Cohousing’ também é opção para idosos), destaca outro ponto positivo desse tipo de iniciativa: nos co-lares os idosos participam dos processos de decisão; ou seja, a experiência adquirida com os anos é valorizada e bem-vinda na resolução dos conflitos, o que infelizmente nem sempre acontece aqui “do lado de fora”.

No Brasil os co-lares ainda estão em estágio inicial. A ConViver, prevista para ser inaugurada em 2020, é a primeira iniciativa do gênero por aqui. Criada por um grupo de professores aposentados da Universidade Estadual Paulista (Unicamp), ela vai receber mais de 60 pessoas com mais de 50 anos, e que buscam criar vínculos afetivos a partir de uma convivência colaborativa.

Já a Vila dos Idosos é uma iniciativa da prefeitura de SP, que em 2017 completou 10 anos. Trata-se de um empreendimento com 145 apartamentos, salões de festa, horta comunitária, biblioteca etc, voltado a pessoas de baixa renda e com mais de 60 anos.

De acordo com a Medicina, viver entre amigos é bom para a saúde dos idosos

Vários estudos apontam a importância da convivência com amigos e familiares para a saúde do idoso. Matéria do Uol, por exemplo, destaca que o baixo índice de integração social está associado a níveis mais altos de proteínas C reativa, ligada à pressão alta, diabetes e maior massa corporal. Já uma pesquisa publicada no Journal of Neurology, Neurosurgery and Psychiatry mostrou que quem vive sozinho tem 42% mais risco de desenvolver demência.

E você? Já pensou como quer viver os próximos anos de sua vida?

Até o próximo post!