O envelhecimento populacional, com um contingente cada vez maior de pessoas acima dos 60 anos, foi o que incentivou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a lançar, em 2008, o guia Global Cidade Amiga do Idoso. A iniciativa tem como objetivo mobilizar cidades para que se tornem mais amigas do idoso, promovendo ações de bem-estar e melhoria da qualidade de vida da pessoa idosa.

De acordo com o guia, “uma cidade amiga do idoso estimula o envelhecimento ativo ao otimizar oportunidades para saúde, participação e segurança, para aumentar a qualidade de vida à medida que as pessoas envelhecem. Em termos práticos, uma cidade amiga do idoso adapta suas estruturas e serviços para que estes sejam acessíveis e promovam a inclusão de idosos com diferentes necessidades e graus de capacidade”.

As características de uma cidade amiga do idoso apresentadas no guia foram definidas após a OMS ouvir grupos de idosos de 33 cidades, de todas as regiões do mundo, bem como cuidadores e prestadores de serviços dos setores público, privado e voluntariado. Para fazer parte da ‘Rede Mundial de Cidades Amigas das Pessoas Idosas’, que reúne mais de 600 cidades e comunidades em 37 países, as autoridades precisam firmar um compromisso para desenvolver um plano de ação voltado à adaptação da cidade para as necessidades das pessoas idosas, tendo como ponto de referência o Guia Global Cidade Amiga do Idoso.

A recomendação é que sejam levados em consideração as seguintes áreas da vida urbana: espaços ao ar livre e edifícios; transportes; habitação; participação social; respeito e integração social; participação cívica e emprego; comunicação e informação; e apoio da comunidade e serviços de saúde.

Brasil tem apenas quatro cidades certificadas como amiga do idoso

Quatro cidades brasileiras já receberam da Organização Mundial da Saúde (OMS) a certificação internacional de Cidade e Comunidades Amigáveis à Pessoa Idosa. As duas primeiras foram Porto Alegre e Veranópolis, no Rio Grande do Sul. Em junho deste ano foi a vez dos municípios de Pato Branco, no Paraná, e Esteio, no Rio Grande dos Sul.

Vale destacar que a certificação não significa que a cidade já seja um ambiente adaptado às necessidades das pessoas da terceira idade. Ela é apenas um reconhecimento de seu compromisso em trabalhar para que esse objetivo seja alcançado. Por isso, é de extrema importância que os cidadãos estejam atentos e cobrem que o poder público atenda as necessidades dos idosos e assegure os seus direitos.

Até o próximo post!