Especialistas em nutrição e saúde são unânimes ao dizer que uma das chaves da boa saúde e da qualidade de vida é uma alimentação balanceada, com o mínimo possível de alimentos processados, com carnes magras, rica em frutas, legumes e vegetais em geral. Se esta recomendação for seguida à risca, você já pensou na quantidade de produtos químicos que ingerimos junto com as carnes, frutas e os vegetais? A quantidade não é pouca, evidente. Mas, felizmente, já existe solução para isso: os alimentos orgânicos que oferecem inúmeras vantagens para a saúde.

O que são os alimentos orgânicos e como reconhecê-los? – Alimentos orgânicos são aqueles produzidos com métodos que não utilizam agrotóxicos sintéticos, transgênicos ou fertilizantes químicos. As técnicas de produção respeitam o meio ambiente e visam à manutenção da qualidade do alimento, levando em conta toda a cadeia produtiva, desde a semeadura, passando pelo manejo até chegar ao consumo.

Existe também um cuidado especial com a água e com o solo. A adubação é feita apenas com húmus de minhoca e esterco curtido. Já o controle das pragas é por meio biológico e limpo. No caso da produção de ovos e carnes, há um cuidado ainda maior com o rebanho ou a granja, já que os animais não podem passar por estresse. A alimentação é à base de grãos, cereais, sementes, verduras e legumes também orgânicos. Não há aplicação de hormônios, anabolizantes e antibióticos e, assim, os ovos e as carnes orgânicas são mais saudáveis.

Os produtos orgânicos encontrados no mercado brasileiro devem conter o selo Orgânico Brasil, concedido pelo Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica – SISORG –, órgão responsável por credenciar e fiscalizar tais produtos. Já aqueles vendidos diretamente do produtor ao consumidor, podem ser cadastrados no site do Ministério da Agricultura.

No entanto, os pequenos produtores que fazem venda direta aos consumidores não são obrigados a apresentar esse selo de certificação. Apesar disso, devem estar vinculados a uma Organização de Controle Social (OCS) cadastrada nos órgãos do governo, e precisam cumprir o regulamento da produção orgânica.

Muitas vantagens e pouquíssimos contras – Com tudo isso, é de se esperar que os alimentos orgânicos sejam mais saudáveis que os convencionais. Confira as razões:

• Menor índice de toxidade porque são livres de agrotóxicos, hormônios e outros produtos químicos.
• Sabor mais acentuado.
• Maior concentração de nutrientes. Estudos indicam, inclusive, que os alimentos orgânicos possuem, em média, 63% mais cálcio, 73% mais ferro, 118% mais magnésio, 178% molibdênio, 91% mais fósforo, 125% potássio e 60% mais zinco que os produzidos de forma convencional.
• A produção respeita o meio ambiente, evitando a contaminação de solo, água e vegetação.
• A produção usa sistemas de responsabilidade social, principalmente na valorização da mão de obra.

Outra boa notícia é que é cada vez maior a gama de produtos que se enquadram nesta categoria. E hoje já é possível encontrar além de verduras, legumes e frutas, óleos, carnes, ovos, e até cervejas e vinhos orgânicos.

As únicas desvantagens são o preço por conta do alto custo de produção, já a escala ainda é menor se comparada ao cultivo convencional; além do custo da mão de obra. Tais fatores fazem com que os produtos orgânicos sejam até 40% mais caro que na agricultura tradicional. Além disso, alimentos orgânicos costumam ser menos viçosos que os outros, com cores mais pálidas e menor tamanho.

Mas, atenção, não é porque um produto é considerado orgânico que deve haver descuido com a sua higienização. Tanto orgânicos quanto convencionais devem ser muito bem lavados, ficando se possível, imersos em água com solução de hipoclorito de sódio, ou bicarbonato de sódio.

E se você gostou do que leu e quer acrescentar mais alimentos orgânicos à sua vida, aqui fica fácil encontrar a feira orgãnica mais próxima da sua casa.

Em caso de dúvidas, consulte seu nutricionista de confiança. Alimente-se bem e de forma equilibrada e tenha uma vida saudável e feliz.