Quando o assunto é alimentação para idosos, o ovo vai bem para eles. Durante muito tempo, ele foi considerado um grande vilão da alimentação, por conta do “colesterol”. No entanto, como as pesquisas não param, felizmente, este alimento foi “inocentado”, voltando ao hall dos alimentos “do bem”. Confira alguns mitos e benefícios do ovo e saiba porque este alimento deve ser consumidos por idosos e jovens.

O mito do colesterol na alimentação para idosos – A primeira coisa a ser dita é que o alto nível de mau colesterol sanguíneo não é culpa de apenas um alimento específico, mas sim, do que é consumido no dia a dia e de seu estilo de vida. Pesquisas apontam que cerca de 70% do colesterol do organismo é produzido pelo fígado. Além disso, há muitos estudos que apontam que os ovos tendem a aumentar o bom colesterol (HDL), diminuindo o ruim (LDL). Por conta disso, dietas restritivas – como aquelas em que se proíbe o consumo de ovos – podem levar a situações de deficiência em outros nutrientes.

Ovo é super bem-vindo na alimentação para idosos – Rico em quase todas as vitaminas, os ovos apresentam quantidade maior de vitaminas A, B2, B5, B12 e E. Além disso, é um dos poucos alimentos fonte de vitamina D e vitamina K. E são excelentes fontes de cálcio, ferro, potássio, zinco, manganês e selênio e proteínas de alta qualidade.

Crianças e adolescentes devem consumir ovos para terem um crescimento sadio. Já no caso dos idosos, o consumo regular de ovos pode melhorar, não apenas o estado físico, mas, por ser rico em colina, uma substância integrante do complexo B e que dá origem à acetilcolina, os ovos melhoram a função mental dos idosos que, em geral, apresentam níveis insuficientes de acetilcolina, importante neurotransmissor que age na contração muscular.

Enxergando melhor – Os ovos são ricos em dois antioxidantes que têm efeitos protetores dos olhos: luteína e zeaxantina, que são os pigmentos responsáveis pela cor amarelo-vermelha da gema. Estes se acumulam na retina e no cristalino, prevenindo a catarata e a degeneração macular senil, que podem levar à cegueira nos idosos.

Controle do diabetes tipo 2 – O estudo de uma universidade finlandesa apontou que o consumo de ovos estava associado a um menor risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2 e também a menores níveis de açúcar no sangue. O consumo deve ser de, no máximo, quatro ovos por semana, e os estudos apontaram que acima deste número não havia aumento dos efeitos.

Ovo é tudo igual na alimentação para idosos? – Na aparência sim e, ao contrário do que muitos pensam, não há diferenças nutricionais entre os de casca vermelha e os de casca branca. Em geral, galinhas de penas brancas botam ovos brancos e as de penas vermelhas botam ovos vermelhos ou marrons. Mas, o que torna os ovos diferentes está no manejo das galinhas:

  • Granja: é o ovo produzido em escala industrial, em que as galinhas ficam presas em gaiolas. A composição do ovo será de acordo com a ração com que foram alimentadas. Desta forma, podem ser produzidos os ovos enriquecidos com vitaminas e até os light, variedade questionada por muitos nutricionistas – inclusive eu.
  • Caipiras: as galinhas que produzem estes ovos são criadas soltas, ciscando livremente. A alimentação é de origem vegetal e sem pigmentação e os animais não podem tomar remédios que estimulem o crescimento e nem antibióticos.
  • Orgânicos: são produzidos por galinhas que recebem uma alimentação 100%, sem agrotóxicos ou fertilizantes químicos. Os animas não podem receber hormônio de crescimento ou antibióticos. As galinhas são criadas de forma ecologicamente correta, em condições que privilegiam seu bem-estar e comportamento natural. Apesar de serem mais caros, estudos apontam que os ovos orgânicos contêm quatro vezes mais vitamina A do que os de granja.

Atenção à intoxicação na alimentação para idosos– Apesar de muito nutritivos, os ovos podem estar contaminados com salmonela, uma bactéria que pode causar uma intoxicação alimentar conhecida como salmonelose. Para evitar este problema, evite consumir ovos crus ou alimentos que contenham ovos crus, como mousses, glacês e maioneses. Se não conseguir ficar sem consumir maionese, dê preferência à industrializada. Os sintomas incluem diarreia, náusea, dor abdominal, febre branda, calafrios e algumas vezes vômitos, dor de cabeça e fraqueza. O período de incubação da doença é de 16 a 72 horas e persiste entre dois e sete dias.

Com isso em mente, consuma ovos sem medo. Mas, lembre-se que moderação é tudo na vida. Tenha uma alimentação saudável e uma rotina de exercícios. Lembre-se sempre de consultar seu nutricionista de confiança. Aproveite seus melhores dias e seja cada vez mais feliz. Até o próximo post.