A ingestão de algumas sementes é uma ótima maneira de enriquecer e equilibrar a alimentação da terceira idade. Isso porque suas propriedades combatem o envelhecimento, auxiliam na prevenção de doenças e trazem outros diversos benefícios à saúde. Além disso, são práticas e versáteis, pois não exigem grandes preparos. É só misturar nos alimentos e ingerir.
Conheça algumas das sementes que beneficiam a saúde do idoso:

Quinoa
Com alto valor nutricional, a quinoa é fonte de proteína, minerais, fibras, cálcio, carboidrato, aminoácidos e vitaminas. É uma ótima alternativa de alimento pós-treino, por exemplo, já que a proteína tem papel importante na formação dos músculos e na manutenção da saúde do tecido muscular.
A quinoa não possui glúten, o que é perfeito para a alimentação dos celíacos (pessoas com intolerância ou alergia ao componente). Além disso, está livre de gorduras saturadas e colesterol.
Dos aminoácidos encontrados na quinoa, vale destacar dois (metionina e lisina), que estão ligados ao desenvolvimento da memória e dos reflexos. Como a memória dos idosos costuma falhar ao longo dos anos, a quinoa pode ser uma importante aliada no combate ao problema.
Há quinoa branca, preta e vermelha, mas a primeira é a mais fácil de encontrar. Não há, no entanto, diferenças nutricionais significativas entre elas.

Semente de girassol
Considerada um superalimento, é rica em gorduras boas, fibras e minerais como magnésio, cálcio e selênio. O selênio, por exemplo, ajuda a melhorar a desintoxicação do organismo e a prevenir o câncer.

Gergelim
Fonte de proteínas, fibras, vitaminas e sais minerais, como ferro, fósforo, magnésio, cálcio e manganês. Destaque para a vitamina E, um antioxidante que evita a deterioração das células pelos radicais livres e combate o envelhecimento. Já o cálcio acalma os nervos, contém a ansiedade e sintomas mentais de estresse. Vale lembrar que o gergelim possui mais cálcio do que o leite de vaca.

Nem toda gordura é ruim para a alimentação da terceira idade

Estamos acostumados a ouvir que devemos evitar alimentos gordurosos. No entanto, a gordura é essencial ao funcionamento do nosso corpo, já que fornece energia e ajuda na absorção de algumas vitaminas. O importante é consumir não só as quantidades ideais de gordura diária, evitando os exageros, como escolher alimentos que têm a chamada “gordura boa”, provenientes da natureza e chamadas de gordura insaturada. Você pode encontrá-la no abacate, por exemplo, e entre seus benefícios está a capacidade de reduzir inflamações. Algumas sementes também são fonte de gordura boa. Conheça algumas:

Nozes, castanha de caju e castanha do Pará
As oleaginosas, ou nuts, como também são conhecidas, são sementes que têm um teor de óleo acima de 30%, 35%. Elas são essenciais à dieta daqueles que buscam uma terceira idade saudável e cada uma delas apresenta diferentes benefícios. A noz tem bom teor de ômega 3, relacionado à proteção cardíaca e neurológica. A castanha de caju tem zinco – que ajuda a prevenir a anemia, é antioxidante e acelera o metabolismo, auxiliando na queima calórica. Rica em selênio, a castanha do Pará ajuda na produção dos hormônios da tireoide, melhora o sistema imunológico e até reduz o risco de câncer.
Como as nuts são bastante calóricas, é preciso estar atento ao equilíbrio da dieta, optando por um consumo moderado de carboidratos, por exemplo.

Chia
Cheia de Ômega 3, a chia é ainda rica em vitaminas A, C e E, que previnem o envelhecimento, além de conter magnésio, fósforo, manganês e cálcio, que ajudam a evitar a osteoporose. Suas fibras ajudam no funcionamento do intestino e auxiliam no tratamento e prevenção de doenças cardiovasculares e diabetes, pois a semente ajuda a controlar a glicemia e diminuir o colesterol. As fibras dão, ainda, sensação de saciedade, auxiliando no processo de emagrecimento. Uma maneira fácil de ingerir a chia é misturando as sementes no suco, iogurte ou frutas como mamão e banana. Se disposta na frigideira, na hora de fazer uma omelete ou torrada, por exemplo, a chia deixa a receita deliciosamente mais crocante.

Linhaça
A semente é rica em ômega 3, que acelera o metabolismo, tem propriedades antidepressivas e anti-inflamatórias, controla os níveis de LDL (colesterol ruim) no organismo, além de aumentar os níveis do HDL (colesterol bom). Versátil, pode ser consumida in natura, na forma de óleo, pó ou triturada. A linhaça também é rica em fibras. Elas são importantes para o controle do diabetes, pois contribuem para redução da absorção do açúcar no intestino.

Como dito acima, as gorduras boas são essenciais à saúde, mas não devem ser consumidas em excesso. Para saber as quantidades ideais para a sua alimentação, procure sempre um nutricionista. Até o próximo post!