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Adoçantes são alternativa para quem não pode ou não quer usar açúcar

By setembro 18, 2017 No Comments

Stévia, sucralose, manitol, xilitol, ciclamato, aspartame, sacarina… Os nomes podem parecer muito esquisitos, mas o sabor deles é bem conhecido. Naturais ou artificiais, os adoçantes conferem aquele sabor doce ao café, aos refrigerantes e a toda uma gama de alimentos. Apesar de menos calóricos que os açúcares, ainda assim é preciso especial atenção ao seu uso, já que são recomendados apenas em casos de dietas de emagrecimento ou pacientes com diabetes.

  • Stévia: Totalmente atóxico, não calórico e sem contraindicações, é extraído de uma planta conhecida como Stevia rebaudiana. Natural, possui uma capacidade de adoçar 300 vezes maior que o do açúcar. Além disso, pode ser utilizado no forno e no congelador, sendo muito utilizado na culinária. Uma das queixas é seu forte sabor amargo residual.
  • Sucralose: extraída da cana-de-açúcar, é 600 vezes mais doce que o açúcar, com vantagem de não conter calorias. É uma excelente alternativa para quem está tentando reduzir o açúcar ou a ingestão de calorias. Um único senão é o fato de que contém cloro em sua fórmula, que compete com o iodo na absorção sendo, assim, contraindicada para pessoas com distúrbio da tireoide.
  • Frutose: uma vez e meia mais doce que o açúcar comum, mas com capacidade de produzir as mesmas 4 calorias por grama que este ingrediente, é contraindicado para quem está em dietas de emagrecimento. Além disso, por ser extraída das frutas maduras, vegetais e do mel, deve ser consumida por diabéticos, somente mediante orientação de médico ou nutricionista e ainda pode provocar cáries.
  • Manitol: com poder adoçante de 70% em relação ao açúcar, é facilmente encontrado em vegetais como aipo, beterraba a cebola. Não provoca cáries e seu poder energético é de 2,4 calorias por grama.
  • Xilitol: com 2 calorias por grama, possui sabor muito semelhante ao do açúcar comum. É muito usado em associação com outros adoçantes para amenizar o sabor amargo desses. Provoca uma sensação refrescante na boca.
  • Sorbitol: extraído de algumas frutas e de algas marinhas, possui metade da capacidade de adoçar que o açúcar comum. Resiste a altas temperaturas, podendo ser usado como adoçante culinário. Oferece 0,01 calorias por gota e, em altas doses, tem efeito diurético.
  • Ciclamato: não possui calorias e, por isso, é muito utilizado pela indústria alimentícia, em associação com outros adoçantes. Tem capacidade de adoçar 50 vezes mais que o açúcar. Seu uso é controlado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que prevê um limite máximo de 0,04 gramas para cada 100 gramas de alimento ou bebida. Pesquisas indicam que o uso prolongado pode causar câncer. Além disso, contém sódio em sua composição e não deve ser usado por pessoas com hipertensão arterial.
  • Aspartame: também muito utilizado em bebidas dietéticas, tem a capacidade de adoçar 200 vezes mais que o açúcar. Possui 1,3 calorias a cada 10 gotas e 4 calorias por grama, quando em pó. Há controvérsias sobre seu uso já que há estudos que indicam seu potencial carcinogênico, enquanto outros demonstram que não há perigo algum.
  • Sacarina sódica: possui uma capacidade de adoçar 300 vezes maior que o açúcar. No entanto, deve ser evitada por quem tem hipertensão arterial por conter sódio em sua composição.
  • Acessulfame K: não calórico, possui capacidade de adoçar 125 vezes maior que o açúcar. No entanto, é altamente contraindicado para quem possui problemas cardíacos e renais por conter potássio em sua fórmula.

Atenção, o uso de adoçantes só pode ser feito mediante a recomendação de um médico ou nutricionista. Lembre-se que uma dieta equilibrada e exercícios físicos moderados são a chave para a boa saúde.