Nutrição

­Terceira idade e alimentação saudável: conheça as diferenças entre alimentos in natura, processados e ultraprocessados

By agosto 17, 2017 No Comments

Imagine-se indo ao supermercado e comprando um pacote de feijão. Em seguida, coloque na cesta uma caixinha de feijão já cozido e em conserva. Continue andando até encontrar a seção de sopas de pacote e encontre a sopa sabor feijão com macarrão. Os três produtos contêm feijão, mas são completamente diferentes entre si. Tais exemplos representam os principais grupos de alimentos que ingerimos no dia a dia. Entender as diferenças entre alimentos in natura ou minimamente processados, processados e ultraprocessados é um dos segredos para manter uma alimentação saudável, sobretudo na terceira idade.

O feijão no saquinho é o alimento in natura. Já o da caixinha é considerado processado e a sopa em pó é o que se chama de ultraprocessado. É inegável a praticidade que o feijão pronto na caixinha e a sopa oferecem para o dia a dia atual, em que se corre contra o relógio. No entanto, é importante salientar que, quanto mais processado um alimento, menos saudável é seu consumo massivo – embora a indústria alimentícia sustente na mídia que isto não é verdade.

Entendendo diferenças entre alimentos in natura, processados e ultraprocessados

A principal característica de um alimento in natura é a não adição de qualquer substância, seja ela sal, óleo ou açúcar. No entanto, esse pode ser limpo, congelado, fracionado, moído, seco, fermentado, pasteurizado, refrigerado e embalado. Bons exemplos são o café em grãos ou moído, a carne fresca, todo o tipo de vegetais comestíveis, cogumelos e chás.

Já os alimentos processados recebem adição de sal, açúcar, água, óleo ou qualquer outra substância que tenha como objetivo tornar os alimentos in natura mais duráveis e até agradáveis ao paladar. Entre os principais exemplos estão as conservas de vegetais, peixes enlatados, frutas em calda ou cristalizadas, queijos, alguns tipos de pães, extrato de tomate ou tomates pelados.

O ultraprocessamento se baseia em modernas tecnologias da indústria alimentícia que dá origem a alimentos como patês, sucos em pó, nuggets, hambúrgueres, embutidos, sopas de pacote, pizzas prontas, batatas fritas, sorvetes, refrigerantes alguns tipos de pães, macarrão instantâneo, chocolates, carne de soja, entre outros. Na produção são utilizados derivados origem animal, como gorduras e proteínas, de petróleo, como corantes e aromatizantes; além de uma gama de aditivos que têm como principal função tornar o alimento mais atraente, saboroso e fácil de preparar.

Vilões ou mocinhos?

É impossível negar que os alimentos processados e ultraprocessados são verdadeiros facilitadores da vida moderna. No entanto, no caso envolvendo pacientes da terceira idade, o consumo desenfreado associado a uma vida sedentária pode cobrar um preço muito alto que atende pelo nome de saúde. Pesquisas indicam que, por conta dos aditivos químicos, esses são responsáveis por um grande número de doenças, como obesidade, diabetes, câncer, mal de Alzheimer e mal de Parkinson.

E crianças e idosos são os principais alvos desta indústria. Os primeiros porque são convencidos pela cor e sabor e os outros por acreditarem que há muitos processados que não oferecem mal à saúde. Gelatinas e barrinhas de cereal entram neste grupo e podem ser muito perigosos já que possuem alto teor de açúcar e gordura e podem agravar doenças crônicas como o diabetes e a dislipidemia.

Quem nunca cedeu à tentação em relação a um docinho, um pedaço daquele bolinho recheado que vem na embalagem colorida ou àquela batata frita fininha, que atire a primeira pedra. Errar é humano, repetir o erro continuamente pode ser muito prejudicial à saúde. Por menos embalagens chamativas e cheias de aditivos e por uma alimentação mais saudável, com um prato colorido e diversificado.